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Operação destrói cinco pontos de garimpo ilegal no Rio das Velhas, na Grande BH

Equipamentos destruídos durante operação contra garimpo ilegal no Rio das Velhas PMMG/Divulgação A Polícia Militar de Meio Ambiente e o Instituto Brasilei...

Operação destrói cinco pontos de garimpo ilegal no Rio das Velhas, na Grande BH
Operação destrói cinco pontos de garimpo ilegal no Rio das Velhas, na Grande BH (Foto: Reprodução)

Equipamentos destruídos durante operação contra garimpo ilegal no Rio das Velhas PMMG/Divulgação A Polícia Militar de Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) destruíram cinco pontos de garimpo ilegal no Rio das Velhas nesta segunda-feira (30). A atividade criminosa ocorria em trechos do curso d'água nos municípios de Nova Lima, Raposos e Rio Acima, na Grande BH. A ação fez parte da Operação Drakon – Fase IV, que tem o objetivo de combater a extração clandestina de ouro e outros crimes ambientais na região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Durante a fiscalização, os agentes localizaram cinco balsas em operação, todas sem licença. Conforme a polícia, os garimpeiros usavam dragas, bombas de sucção e motores a diesel para extrair o mineral diretamente no leito e nas margens do rio (entenda mais abaixo). Ainda segundo a corporação, todas as balsas estavam irregulares e foram desativadas e destruídas por incineração com acompanhamento do Ibama, que emitiu o laudo técnico de destruição. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funcionava o garimpo De acordo com os policiais, o método usado no garimpo consistia na sucção do material do fundo do rio. Ele funcionava da seguinte forma: Enquanto mergulhadores equipados com cilindros de oxigênio usavam mangueiras para sugar a areia, um operador controlava o motor e a bomba da balsa. Os sedimentos sugados passavam por uma peneira para separar a areia fina, onde o ouro é encontrado, das pedras maiores, que eram descartadas no próprio rio. A água usada no processo retornava ao Rio das Velhas sem nenhum tipo de tratamento, o que provocava aumento da turbidez e poluição. Em uma das balsas, os agentes apreenderam mercúrio, substância altamente tóxica, que causa riscos à saúde humana e graves danos ao meio ambiente. Também foram encontrados vazamentos de óleo diesel e resíduos oleosos, inclusive com manchas no piso das balsas, configurando crime de poluição ambiental. Garimpeiros fugiram No momento da fiscalização, havia garimpeiros trabalhando como operadores e mergulhadores nas balsas. Ao perceberem a aproximação das viaturas, eles fugiram para uma área de mata e não foram localizados. Conforme denúncias recebidas pela polícia, a atividade ilegal ocorria de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, com uma estimativa de retirada de 25 a 30 gramas de ouro por semana em cada balsa. Crimes ambientais A Polícia Militar informou que o garimpo ilegal configura crimes ambientais previstos na Lei Federal 9.605/1998, além do crime de usurpação de bem mineral pertencente à União, conforme a Lei 8.176/1991. Também foram constatadas infrações administrativas ambientais previstas em decreto estadual.